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CADEIAS E TEIAS ALIMENTARES

21 jun

CADEIAS E TEIAS ALIMENTARES – Capítulo 15 – p. 220 

  • A matéria e a energia de um ecossistema passam de um ser vivo para o outro por meio de nutrição, como pode entendido com este exemplo: o capim é  comido pelo boi; este é comido pelo ser humano.
  • Esta sequência de seres vivos em que um serve de alimento para outro é chamada de CADEIA ALIMENTAR.

 I. CADEIA ALIMENTAR

1) PRODUTORES:

  • Se a fonte de energia é a luz os produtores de-nominam-se autotróficos fotossintetizantes (vegetais e algas).
  • Se a fonte de energia é a oxidação de compostos químicos, denominam-se autotróficos quimiossintetizantes (algumas bactérias).
  • Os autotróficos são indispensáveis à vida de qualquer comunidade, pois são os únicos capazes de transformar compostos inorgânicos em compostos orgânicos que servirão de alimento a todos os heterotróficos.

 2) CONSUMIDORES:

  • Consumidores Primários: os que se alimentam de produtores (herbívoros). Ex. capivara.
  • Consumidores Secundários: aqueles que se alimentam dos herbívoros (carnívoros). Ex. onça.
  • Consumidores Terciários: os que se alimentam dos consumidores secundários. Ex. tubarões, leões, etc.

 NÍVEL TRÓFICO

  • Cada etapa da cadeia alimentar é chamada é chamada nível trófico.
  • Produtores: ocupam o 1º nível trófico;
  • Consumidor Primário: 2º nível trófico;
  • Consumidores Secundários: 3º nível trófico;
  • Consumidores Terciários: formam o 4º nível trófico e assim por diante.
  • OBS.: Os organismos podem ocupar mais de um nível trófico, como acontece por exemplo com os ONÍVOROS (se alimentam de plantas, de herbívoros e de carnívoros).

 3) DECOMPOSITORES:

  • São organismos heterótrofos que decompõem a matéria orgânica morta dos produtores e dos consumidores. Transformam as substâncias orgânicas de que se alimentam em substâncias minerais que são novamente utilizadas pelos produtores.
  • São decompositores: principalmente fungos e bactérias que vivem no solo e na água.

 2. TEIA ALIMENTAR

  • Muitos animais têm alimentação variada, e outros servem de alimento a mais de uma sp. Há tb animais que, por se alimentarem de vegetais e de animais, não se prendem a um único nível  e podem ser consumidores primários, secundários ou terciários. São os animais ONÍVOROS, como o ser humano.
  • Portanto, em uma comunidade há um conjunto de cadeias interligadas, que formam uma TEIA ou REDE ALIMENTAR.

 ECÓTONE: zona de transição entre duas comunidades diferentes. Nesse local há uma variedade maior de no de espécies (espécies próprias da área e espécies referente às áreas fronteiriças).

 Fluxo de Energia e Ciclo da Matéria

  • Todos os seres vivos necessitam de matéria-prima e energia para a realização de suas atividades vitais. Essas necessidades são supridas pelos alimentos orgânicos.
  • Os organismos produtores sintetizam seu próprio alimento e esse alimento é utilizado pelos consumidores. Os principais produtores são os organismos fotossintetizantes que transformam a energia luminosa do Sol em energia química que é transferida aos demais seres vivos pela cadeia alimentar.
  • Da energia luminosa que chega a um ecossistema, pouco + de 1% é utilizado na fotossíntese, mas gera de 150 a 200 bilhões de toneladas de matéria orgânica por ano. A maior parte desses compostos são  consumidos pela própria planta.
  • A matéria orgânica e a energia que ficam retidas nos autotróficos compõem o alimento disponível para os consumidores.
  • Uma parte das subst. ingeridas pelo animal é eliminado nas fezes e na urina, outra parte é oxidada na respiração e as outras atividades do organismo.
  • Parte da matéria e da energia não passa para o nível trófico seguinte e sai da cadeia na forma de fezes, urina, CO2, água e calor.
  • Em média, apenas 10% da energia de um nível trófico passa o seguinte.
  • Mas essa porcentagem pode variar de 2% e 40% dependendo da sp.
  • Portanto, podemos compreender por que uma cadeia alimentar dificilmente tem + do que 5 níveis tróficos: a qtde cada vez menor de matéria e energia disponível ao longo da cadeia permite sustentar um qtde cada vez menor de consumidores.
  • Os resíduos voltam para as cadeia pela ação dos decompositores e da fotossíntese.
  • Assim, podemos dizer que a matéria de um ecossistema nunca se esgota. No entanto, parte da energia é transformada em trabalho celular ou sai do corpo na forma de calor.
  • Enquanto a matéria está em permanente reciclagem parte da energia se perde como calor.
  • Há um fluxo unidirecional de energia, que vai dos produtores para os consumidores.
  • Um ecossistema é fechado em relação à matéria e aberto quanto à energia. É o Sol é que fornece a energia p/ o funcionamento das cadeias alimentares

3. Pirâmides Ecológicas

  • São representações gráficas das transferências de matéria e energia nos ecossistemas.
  • Os decompositores não são incluídos nas pirâmides.
  • Há 3 tipos de pirâmides: de Número, de Biomassa ou de Energia
  • Nas pirâmides ecológicas cada nível trófico é representado por um retângulo, cujo comprimento é proporcional à quantidade do que está sendo representado. A altura é sempre a mesma.

 Pirâmide de Números

  • Indica o número de indivíduos em cada nível trófico. Ex.: Pirâmide de no direta – Em um  ampo, 5 mil plantas são necessárias p/ alimentar 300 gafanhotos, que servirão de alimento a apenas uma ave.

Ex.: Pirâmide de no invertida – um produtor de grande porte que sustenta grande número de herbívoros.

 

Imagem1

Imagem2

 

 Pirâmide de Biomassa

É expressa em termos de quantidade de matéria orgânica por unidade de área em dado momento.

Ex.: Pirâmide de biomassa direta10 toneladas de soja servem de alimento a uma tonelada de gado que serve de alimento a um homem de 70 quilos.

 Ex.: Pirâmide de biomassa invertida: A pirâmide de bioImagem3massa é direta nos ecossistemas terrestres que têm produtores com biomassa muito maior que os consumidores.

Porém é invertida em ecossistemas aquáticos onde os produtores são bem menores e consumidos em grande quantidade por consumidores cada vez maiores.

 Pirâmide de Energia

  • Mede a quantidade de energia relativa em cada nível trófico. A cada nível trófico, parte da energia recebida é incorporada à biomassa e parte é dissipada como calor. Por considerar o fator tempo, a pirâmide de energia nunca é invertida.
  • Essa pirâmide é a que melhor reflete o que se passa ao longo da cadeia alimentar, mas tb. não mostra o nível dos decompositores.

 Exemplo de Pirâmide de Energia

Suponhamos um campo onde seja produzido 3500 Kcal de vegetal. Os insetos ao comerem esse vegetal receberão apenas 350 Kcal. Isso porque grande parte da energia foi utilizada pelo vegetal em suas atividades. Do total dessas calorias recebidas pelos insetos, o pássaro receberá somente 35 Kcal.

Ao passar de um nível trófico a outro a energia vai sendo perdida em forma de calor e não é mais recuperada, por isso diz-se que o fluxo de energia é UNIDIRECIONAL.

 4. POLUIÇÃO E DESEQUILÍBRIO NAS CADEIAS

  • Como os seres vivos de um ecossistema estão ligados entre si por cadeias alimentares, a poluição ou a morte de uma sp podem afetar muitas ssp.

 AGROTÓXICOS E A CADEIA ALIMENTAR

  • P/ combater insetos e outros organismos que se alimentam de plantas, é comum o uso de inseticidas. Muitos deles não são específicos e afetam os polinizadores e outros que se alimentam de sp perniciosas.

 MAGNIFICAÇÃO TRÓFICA

    • A matéria orgânica presente no esgoto doméstico pode ser decomposta por microrganismos, como as bactérias. Dizemos que ela é biodegradável.
    • Um dos + sérios problemas atuais é o acúmulo de poluentes no ambiente, como o chumbo, o arsênio e o mercúrio, que não podem ser decompostos pelos microrganismos ou por processos naturais. São poluentes não biodegradáveis.
    • Há tb os poluentes persistentes, são degradados de forma muita lenta – Ex. plásticos, detergentes e inseticidas como o DDT (demoram centenas de anos)
    • Os poluentes não biodegradáveis e os persistentes tendem a se acumular no ambiente e no corpo dos seres vivos (bioacumulação).
    • Por causa da redução da biomassa na passagem de um nível trófico p/outro, a concentração do produto tóxico aumenta nos organismos ao longo da cadeia e os organismos dos últimos níveis acabam absorvendo doses altas dessas substân-cias, prejudiciais à saúde.
    • Imagem4

 

Esse fenômeno conhecido como Magnificação trófica.

  • Um caso trágico de intoxicação por mercúrio ocorreu no Japão, quando uma indústria, instalada em 1932, começou a despejar mercúrio, na baía de Minamata. Esse metal foi absorvido pelo plâncton
     e, através da cadeia alimentar, atingiu
    peixes e moluscos, que serviam de alimentos p/ população local.
  • Por volta de 1950 começaram a aparecer os 1ºs problemas- morte de cerca de mil pessoas, além de provocar surdez, paralisia e cegueira em + 2 mil pessoas – “doença de Minamata”.
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Publicado por em 21/06/2013 em 3ª SÉRIE, Resumos

 

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